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domingo, janeiro 31, 2010

Angústias Do Corpo Mortal


"Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida." Paulo aos coríntios

Reflita isso, será se resistiríamos no mundo de Paulo? Será se existiria tanta síndrome de grandeza no conturbado mundo do apóstolo? Como reagiriam ante as pressões e ataques perseguidores sobre as nossas vidas?

Essa era a Era do apóstolo. Uma era marcada pela dores de um ministério glorioso, pelas aflições de Cristo que imprimia-lhes na alma e no corpo dos seus o "sofrimento de Cristo", um século caracterizado pela sentença de morte tão pungente nos discípulos do Mestre, onde pressões e tribulações eram tão certo como o dia de amanhã...O Amanhã?, talvez alguns nem sequer poderia vê-lo, em face da tão grande morte e notórias vicissitudes na caminhada.

Quem imaginaria isso da vida de um homem cheio do Espírito e de sinais que caracterizavam o seu ministério, afirmar " que tais aflições foram sobremaneira agravantes ao ponto de até da vida se desesperar"( 2 Cor. 1.8), quem pode conceber isso hoje nesse mundo de crescente boom evangélico, da rápida e interessante prosperidade?

Por mais glorioso, sobreexcelente, permanente que seja o ministério do Espírito na vida do apóstolo, mais implicações ardúas e sérias compeliam a uma vida de fragilidade e dependência em Deus...Essa era e é a a via de duas mãos no paradoxo divino para nós aqui na terra...As virtudes, a intrepidez, a iluminação do conhecimento da glória de Deus nos corações e toda a luz do Evangelho se faz guarida em vasos de barros, no qual barro-metáfora está carregado de angústias e gemidos nesse mortal corpo.

Estamos habitando em um tabernáculo-carne, donde as exterioridades são corrompivéis, instáveis, carregadas por perplexidades, limitadas, vulneráveis ao abatimento e perseguições, entretanto tais ventanias da existência não aniquilará o homem interno fortalecido pela esperança do revestimento da imortalidade.

Ora, tais efeitos dessas aflições colocara no coração de Paulo, um gemer pela absorção da Vida plena com Deus..."E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial", a palavra gemer no original grego nos traz a idéia de alguém ao tirar suspiros profundos do peito, suspirar profundamente, era esse o sentimento que brotara no coração do apóstolo.

Esse gemido era provido por uma angústia...O piercing desse espinho posta sobre a nossa carne, nos faz atentar nas coisas eternas, não sobrando nada ao desejo carnal, terreno e muitas vezes diabólico que rondam a nossa alma.

Esse é o benefícios da "angústia e sofrer" de Cristo Jesus... é por isso que também nos esforçamos, quer presentes(nesse corpo), quer ausentes, para lhe sermos agradáveis.

Com Amor,

Mário Celso

sábado, novembro 07, 2009

Escravo do Rei e Amigo do Profeta: Salvo Por Confiar


As palavras de Jeremias eram indigestas para o povo rebelde de Jerusalém. A maioria das suas profecias eram sentenças e oráculos acerca do seu povo e nações a fora. Jeremias estava na prisão. Mas o peso da declaração verdadeira de Deus estava solto!

A profecia era "Assim diz o SENHOR: O que ficar nesta cidade morrerá à espada, de fome e de pestilência; mas o que sair aos caldeus viverá; porque a sua alma lhe será por despojo, e viverá. Assim diz o SENHOR: Esta cidade infalivelmente será entregue na mão do exército do rei de babilônia, e ele a tomará" (Jer. 38.2,3)

Isso desagradou bastante os inimigos de Jeremias que logo proferiram insidiosa declaração "Morra este homem", em outras palavras "por que ninguém mata a Jeremias?". Eles afirmavam que Jeremias afrouxava as mãos dos homens de guerra, e ainda diziam " porque este homem não busca a paz para este povo, porém o mal".

Resultado, o então rei Zedequias para agradar o povo, lança com o sua autorização a Jeremias em uma cisterna(Jerusalém tinha muitas cisternas que eram usadas para conservar a água da chuva para os períodos de seca na cidade),na qual a lama contida dentro seria o piso macio do profeta, atolando-se nela.

Uma angústia para um profeta.Em cena aparece a figura de um etíope chamado Ebede-Meleque, um eunuco a serviço do rei. Seu nome significa "escravo do rei". Ele era um escravo particular do rei, e tinha o dever de cuidar do pátio e do hárem, segundo o costume oriental da época.

Ebede-Meleque então ouve tudo e acompanha de perto o que acontecera com o profeta Jeremias. Perante o rei ele intercede em favor de Jeremias. Como tinha uma certa autoridade, conseguiu mais trinta homens, alguns trapos, roupas usadas da casa do rei. E fê-los dessas simples armas, armas de amizade, amor e empatia pelo profeta. Uma corda foi feita e tiraram a Jeremias do poço escuro e fétido de Jerusalém.

Aonde quero chegar com toda essa narrativa? É que ironicamente um profeta foi salvo por um escravo estrangeiro, estranho às alianças israelitas, livrando o profeta de morrer das mãos dos próprios compatriotas, uma vez que eles eram reputados como povo escolhido de Deus.

Deus sempre usará de estranhos para dar prosseguimento aos seus própositos pré-estabelecidos em favor do seu povo.

Portanto, assim como Ebede-Meleque, o escravo do rei, salvou o profeta, Deus então lhe faz uma promessa. Pela boca do próprio profeta Jeremias, Deus declara dizendo "Vai, e fala a Ebede-Meleque, o etíope, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que eu trarei as minhas palavras sobre esta cidade para mal e não para bem; e cumprir-se-ão diante de ti naquele dia. A ti, porém, eu livrarei naquele dia, diz o SENHOR, e não serás entregue na mão dos homens, a quem temes. Porque certamente te livrarei, e não cairás à espada; mas a tua alma terás por despojo, porquanto confiaste em mim, diz o SENHOR" (Jer. 39.16-18).

Deus considerou toda aquela ação de Ebede-Meleque, como uma ação-confiança em Deus. Assim, a confiança em Deus desse servo de rei, foi externada numa ação de sentimento de zelo, manutenção para Jeremias, o atalaia das nações...

Jeremias fora salvo por um simples escravo, e este salvo pelo SENHOR...Porque confiou em Deus!

Parece simples, mas a confiança sempre será uma atitude resignada, ativa no Deus que trabalha em favor dos seus...

Com confiança,

Mário Celso

A propósito...

Vamos Refletir?? E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segun...