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sexta-feira, julho 30, 2010

A Bela Incerteza! O "Ser-Belo" E O "Belo-Ser"


É bom ficar claro em nossas percepções de vida e do mundo, que nessa existência tão bondosamente paradoxal, algumas incertezas são concretas e palpáveis. Incertezas essas que geralmente são frustrações àqueles que determinaram a pensar que a caminhada dessa vida é como um rio sem pedras e desvarios.

Num mundo da esteticidade, do culto ao estereótipo, dos glamours, dos holofotes dos belos invólucros e performance,vou colocar a beleza como umas das grandes incertezas. Nem tudo que é beleza é destreza, e até certo ponto causa tristeza..."Enganosa é a graça e passageira é a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, será louvada" (Pv 31.30). Isso parece simplório, mas existe aqui uma verdade robusta e carregada de sentidos, em todos os sentidos.

A figura da mulher abordada pela Bíblia, é de todas a mais empolgante, na qual a usa para trazer a nós profundas lições. Esse texto de Provérbios 31, aponta a virtude da mulher sensata, séria nos seus compromissos e deveres, mas ao mesmo tempo nos esclarece a incerteza da estética feminina quando não reverencia à vida e nem tampouco a Deus. Tudo então se torna vazio e enganoso, quando avaliamos a beleza como primeiro aspecto do "viver bem a vida" em detrimento da justiça, da ética e verdade.

Note bem, não estou fazendo apologética a tudo aquilo que seja feio, e nem tampouco afirmo que tudo que é feio é honesto...Nada disso. O que transmito aqui, é a vaidade da excentricidade do "ser-belo" como a mais linda incerteza, do contrário o "belo-ser" se torna louvável, quando cultuamos ao Verdadeiro Amor.

Esse é o duelo: o "ser-belo" versus "belo-ser". O que queres ser?

Mário Celso


sábado, julho 17, 2010

Temer a Deus, Uma Boa Idéia!


Nessa manhã lendo o livro de Eclesiates, me deparei com uma das mais belas expressões de sabedoria do rei Salomão..." Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, contudo eu sei com certeza, que bem sucede aos que temem a Deus, aos que temem diante dele." (Ecles. 8.12). Passei alguns instantes meditando, ponderando fatos e recitando isso em minha mente.

Alguns acreditam que Salomão teve uma visão pessimista da vida ao escrever esse clássico de sapiência da vida oriental. No entanto, verdades são retiradas do seu clamor, ao presenciar a vida, ora sendo injusta, ora cheia de momentos felizes "debaixo desse sol" da existência.

O pecador goza da volúpia de desejos que aquece o seu coração e faz disso o seu projeto de vida...E se prolonga na mais divertida maldade de expulsar o bem e a paz dos outros, posto que do mal se alimenta. Esse é o seu contentamento.

Do outro lado, existia em Salomão a convicção plena do melhor projeto humano de vida. A semeadura do bem produzida por corações tementes a Deus. Michael A. Eaton e G. Lloyd Carr, no seu livro-comentário "Eclesiastes e Cantares" afirma: é digno de nota que, enquanto o pregador diz com tanta frequência "vi...", a resposta dele, aqui, é prefaciada por eu sei. As injustiças da vida estão abertas para que todos as vejam; a resposta do pregador não é uma observação, mas a resposta da fe´.Nisso consistia a percepção de Salomão ao ver a vida, contudo ele deixa registrado que, o maior ganho que o ser humano pode galgar é o "bem" de uma vida resoluta e piedosa a Deus. A fonte de todo o bem está na reverência a Deus e a vida. Guardar a Sua Palavra nos faz bem, desonrá-la é suicídio na certa. O profeta Isaías sabia desse "bem" e conclamou " Dizei ao justo que bem lhe irá; porque comerão do fruto das suas obras. " e ainda afirma num tom escatólogico "porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos. "

Aqui está o arrimo da nossa alma, ao ver tanta impiedade e horrendas maluquices da mente humana a industrializar mais maldade em todos os seus perfis, notamos a grande fonte de lucro espiritual tanto nessa vida como no porvir, do qual Paulo esclarece com veemência a Timóteo, "...Mas é grande ganho a piedade com contentamento", após declarar que a piedade para tudo tem proveito e ainda sim, uma promessa para vida presente e da que há de vir.

Portanto, quem está sujo, se suje mais ainda...

E aos que buscam a piedade e querem viver piamente seguindo a Cristo, terá "A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção..."(Romanos 2:7)


Com amor,

Mário Celso


quarta-feira, maio 19, 2010

Profeta Hananias, O Embaixa-DOR da Paz


"Mas o profeta que profetiza prosperidade será reconhecido como verdadeiro
enviado do SENHOR se aquilo que profetizou se realizar”. Jeremias 28.9

Hananias, o profeta de Gibeom se porta como um atalaia dos oráculos divinos para a nação de Israel. Fazia parte do partido Nacionalista, um daqueles que foram uma provação para Jeremias. Era o começo do reinado de Zedequias e estavam no Templo, os sacerdotes e todo o povo. Jeremias portava de canzis simbólicos de madeira postos no seu pescoço, ditados pelo próprio Deus. Era a expressão de que todo o povo, bem como todas as terras e bens seriam entregues ao poder de Nabucodonosor.

Hananias não tolerava tal atitude profética de Jeremias, cuja mensagem era de fato um "peso" para ser concebido como verdade, posto que a tal profecia de Jeremias seria o contraste da shalom hebraica, cujo conceito é de paz, bem-estar e prosperidade.

A mensagem de Jeremias era tão contraditória às expectativas judaicas que Hananias se pôem como o porta-voz da paz e prosperidade, numa mensagem agradabilíssima aos ouvidos de todos de Judá. Como todo profeta ludibriador, ele insere a sua voz como voz divina..."Assim fala o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Quebrarei o jugo do rei da Babilônia", começando então as previsões de que dentro de 2 anos estaria de volta àquele lugar:

a) Todos os utensílios do Templo;

b) Jeconias e a todos os exilados de Judá.

No ponto de vista patriótico dos judeus, essa seria uma excelente profecia. Nas palavras de Jeremias, que a maioria a interpreta como sarcástica, ele diz "Amém! assim faça o SENHOR; confirme o SENHOR as tuas palavras, com que profetizaste, e torne ele a trazer de Babilônia a este lugar os utensílios da casa do SENHOR e todos os exilados." Porém, eu não a considero assim, posto que o amor de Jeremias por Jerusalém era evidente. Em outras palavras Jeremias estaria dizendo "Oxalá a situação fosse assim. Este é o desejo de todos nós."

Porém a verdadeira profecia não deveria ser levada pelo sensacionalismo dos fatos externos e tão patentes. Existe o "entretanto" da coisa. A convicção de Jeremias não poderia ser mudada pelo tom emocional ainda que "profético" de Hananias.

Jeremias então declara: "Entretanto, ouça o que tenho a dizer a você e a todo o povo:
Os profetas que precederam a você e a mim, desde os tempos antigos, profetizaram guerra, desgraça e peste contra muitas nações e grandes reinos. Mas o profeta que profetiza prosperidade será reconhecido como verdadeiro enviado do SENHOR se aquilo que profetizou se realizar”.

Fica estabelecido então por Jeremias, o método de verificação e veracidade da mensagem profética. Se o que se fala se cumpre, declarado seria como verdadeiro. A palavra de Deus é o crivo para toda profecia. Se o comportamento do povo era de fato reprovável por Deus, logicamente aquela mensagem de paz, prosperidade nacional seria de fato uma anedota circunstancial. O povo como tinha conhecimento pelas escrituras de que se a nação não andasse em conformidade com os princípios divinos, obviamente ela teria que passar pelo jugo de ferro dos seus opressores (Dt 28.48).

Hananias utiliza então de mais uma fajuta representação de libertação. Toma os canzis de madeira do pescoço de Jeremias e os quebra na presença de todo o povo. E com voz enganadora esbraveja contra a veracidade da Palavra. “Assim diz o SENHOR: ‘É deste modo que quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e o tirarei do pescoço de todas as nações no prazo de dois anos’ ”

A ambiência era propícia para tal coisa, tudo se encaixava até mesmo uma representação de símbolos dignos de um profeta...Porém, a tônica é, O SENHOR NÃO O ENVIOU. Não adianta, pode-se ter todo um aparato, riquezas de detalhes, eloquências do falar, carismas de multidões, aplausos de seus fãs...Mas se o SENHOR não o tiver enviado a mensagem ainda que retórica e plausível será VÃ.

Se por contar símbolos, Deus então reitera a sua mensagem e diz através de Jeremias "Você quebrou um jugo de madeira, mas em seu lugar você fará um jugo de ferro. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Porei um jugo sobre o pescoço de todas essas nações, para fazê-las sujeitas a Nabucodonosor, rei da Babilônia, e elas se sujeitarão a ele. Até mesmo os animais selvagens estarão sujeitos a ele”.

Para finalizar, Hananias morre no mesmo ano... "Por isso, assim diz SENHOR:Vou tirá-lo da face da terra. Este ano você morrerá, porque pregou rebelião contra o SENHOR’ ”. Uma coisa nos chama a atenção, é que o verbo 'tirar' traduzida pela versão brasileira da NVI e 'lançar' da Revista e Atualizada, é a expressão hebraica "shalach", a mesma de "enviar". Deus não o shalach(enviou) para a tal mensagem, porém o shalach (enviou) para sobre a face da terra.

Em Cristo,

Mário Celso

terça-feira, dezembro 08, 2009

Série- Os Salmos Que Não Lemos-Parte III Sl 58


Hoje é o salmo 58. Um salmo de reivindicação à justiça divina. Na realidade esse salmo trata-se de um clamor contra os juízes inescrupulosos, os ricos e poderosos da época de Davi. Nele existe um tom imprecatório contra a perversidade e o banimento da justiça aos mais fracos.

Se existem salmos de adoração, petição, cânticos à Jerusalém e de outras naturezas, esse na verdade é um protesto sóbrio pela causa mais nobre-A justiça que se desdobrava e alterava-se em muitas perspectivas do homem (juiz) mal.

"Falais verdadeiramente justiça, ó juízes? Julgais com retidão os filhos dos homens?"(vs. 1) .Os juízes detinham cargos tão notórios, ao ponto de serem considerados "deuses" . De fato exigiam-se deles toda a representividade de Deus na terra. A justiça que sairia da boca dos nobres era como se o próprio Deus demandasse a verdadeira sentença. Porém o salmista questiona se de fato a retidão era a base dos seus juízos. Se a verdade era sentença máxima de suas decisões. Apesar de serem deuses, o salmista não descuida de arrazoar as suas prerrogativas sentenciadas pela arbitrariedade e partidarismo deles.

"Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniqüidades e distribuís na terra a violência de vossas mãos"(vs.2)- Não! Na realidade havia um distanciamento da justiça em suas decisões e o pior de tudo, é que neles habitavam uma produção em larga escala de iniquidades e uma promulgação da desordem social patrocinada pelos os donos do poder. Do íntimo brotava o delito, do delito pessoal a externalização do mal em toda a sociedade. Era um "joguinho" divertido para esses poderosos que massacravam a verdade e a justiça. (Faça agora o seu exercício sócio-contextual)

Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras. Têm peçonha semelhante à peçonha da serpente; são como a víbora surda, que tapa os ouvidos, para não ouvir a voz dos encantadores, do mais fascinante em encantamentos. (vs. 3-5)

O engendramento da iniquidade desses soberbos residiam no fato de a concepção dos seus males mais íntimos originam-se de acordo com a sua natureza caída sedimentada pela QUEDA. O mal para eles, não era uma coisa de caráter espóradico e sim do pendor, da índole, da propensão do pecado arraigado em seus corações. Toda essa inclinação do mal era tão gigantescamente sólida, que nenhum conselho sábio poderiam desencaminhá-los para a projeção do bem. São como "serpente surda", que pelo zelo da sua malignidade se ensurdece ante o clamor da verdade.

"Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, SENHOR, os queixais aos leõezinhos..." Desse verso em diante, começa portanto a oração do salmista para depurar a terra dessa perversidade. O autor desse salmo usa a linguagem comumente usada pelos povos do antigo Oriente Médio para fidelização da Verdade no tom imprecatório. Nesse ato de imprecar, que é de fato a expressão do desejo do infortúnio e da calamidade a alguém, é o que causa mais incompreensão no meio cristão. João Calvino descreve que a imprecação- “Foi um zelo santo pela glória divina que o impeliu a intimar o perverso ao assento do julgamento de Deus”, nesse caso os salmos imprecatórios é o apelo veemente dos homens santos de Deus para o estabelecimento da Sua justiça e do Seu Reino. Não há nada de "perverso" na orações desses homens.

Elas devem ser entendidas como orações a Deus, e não como justicismo dos atos dos salmista. Jonhannes Vos prescreve as orações imprecatórias da seguinte forma:

"A total destruição do mal, incluindo a destruição judicial dos homens maus, é a prerrogativa do soberano Deus, e é certo não somente orar pelo cumprimento dessa destruição, mas também assistir sua realização quando comandado a fazê-lo pelo próprio Deus [...] Deus é tanto soberano quanto justo; ele tem o direito inquestionável de destruir todo mal em seu universo; se é certo para Deus planejar e executar essa destruição, então também é certo para os santos orar pelo mesmo." (Fonte: Site Monergismo-Um excelente site de pesquisa).

Essa é a visão mais bíblica que julguei ser para os salmos imprecatórios. Mas você pode perguntar: E o Novo Testamento há alguma alusão a isso? Sim! O próprio Príncipe da Paz fez deveras increpações ante a incredulidade de algumas cidades, e exprimiu alguns "Ais" à cidade de Jerusalém e aos chefes da religião judaica da época (Mateus 23). Vemos também o apóstolo Paulo "amaldiçoando" a todos aqueles que pregasse um "outro evangelho" que banalizaria o sacrifício de Cristo (Gál. 1.8-9; 5.12).

Para encerrar o salmista declara:
"Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança; banhará os pés no sangue do ímpio.
Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra" (vs. 10,11).

Esse é todo o objetivo da proclamação do santo que se enoja aos injustos atos dos poderosos. Há toda uma verdade no estabelecimento da justiça do Reino na terra. Até aprendemos com Jesus na oração-modelo- "Venha a nós o vosso Reino seja feita a Tua Vontade". O Reino e a Vontade Soberana de Deus é o desarraigar do mal na terra. Lembro agora do que falara o apóstolo João em sua carta "...para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo." (I Jo 3.8)

Há recompensa em se praticar a justiça...O que mais vemos hoje é relaxamento de homens justos que perderam a sua força perante a iniquidade vigente. Porém saiba, a Palavra diz "Há recompensa para o justo"
, o Todo-Poderoso estabelece a Sua justiça hoje e julgará com retidão os povos.

Com amor,

Mário Celso

domingo, dezembro 06, 2009

Os Salmos Que Não Lemos (Série). Parte II Salmo 38



Hoje iremos meditar no Salmo 38. Esse é mais um dos salmos daItálicovídico de petição em meio a uma enfermidade severa e dolorosa. Davi se sente disciplinado por Deus, quando afirma " Não me repreendas, SENHOR, na tua ira, nem me castigues no teu furor"(vs.1), mesmo assim pede o alívio na repreensão justa do Senhor em sua vida.

Fico pensando na aplicação da disciplina de Deus na nossas vidas. Ou você acha que Deus não nos corrige, apesar de sermos participantes da Sua Graça divina? Sim, Ele nos corrige. A sua disciplina e repreensão visa o bem para a nossa alma, apesar de não ser nada bom, o momento de Deus para nos apanhar e sermos apanhados por Ele. Leia portanto a advertência do escritor aos Hebreus sobre esse assunto. (Hebreus 12.5-11)

No verso 2 o salmo declara que as "flechas" ou "setas" de Deus foram cravadas em sua alma afim de sorver dEle toda a justa sentença. E ainda a "mão de Deus me atingiu". Essas são expressões metafóricas dos vívidos golpes de Deus na vida do salmista. Assunto correlacionados a este, estão em todo o pensamento judaico. Veja Jó 6.4; 34.6; Lm 3.12; Ez 5.16; Sl 32.3-5. As flechas vindas de Deus são para o redirecionamento de nossas atitudes, quando estas contradiz o desígnio divino.

"Não há parte sã na minha carne, por causa da tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado"(vs. 3). Essa é a parte mais horrível da realidade de Davi. O pecado lhe trouxera desatinos e perturbações em todos os níveis do seu viver. É o sentir da nossa miséria ante o Deus Santo e Justo. É a convicção de que em nós não habita bem algum, a não ser a podridão dos nossos atos justificativos e de nossa camuflada "bondade". Já dissera o apóstolo Paulo " Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo" (Rm 7.18)

Nesse salmo também encontramos os efeitos devastadores de uma somatização de atos iníquos que lhe rendera toda as vicissitudes no seu andar. Quando lemos os versos 5 ao 8 notamos o trágico curso do pecado afetando-o psico-fisiologicamente a sua estrutura. A famosa doença psicossomática entrou na cena de um Davi quebrantado e de coração suspirante.

"Armam ciladas contra mim os que tramam tirar-me a vida; os que me procuram fazer o mal dizem coisas perniciosas e imaginam engano todo o dia" (vs.8)

Além da pressão interna metabolizando o seu corpo fraco para uma cadeia de enfermidades, havia também uma extorsão psicológica de aspecto externo. Imagine você se sentir com todo esse vulcão que queima ossos, peles, olhos, mentes e ainda contar com a hostilidade dos inimigos que deseja te arrebatar. Era essa a situação de Davi.

Diante de todos os apertos, Davi espera "Pois em ti, SENHOR, espero; tu me atenderás, Senhor, Deus meu"(vs.15), confessa "Confesso a minha iniqüidade; suporto tristeza por causa do meu pecado" (vs.18), e finalmente pede por livramento "Não me desampares, SENHOR; Deus meu, não te ausentes de mim. Apressa-te em socorrer-me, Senhor, salvação minha.(vs 21,22)

Bem, esse foi mais um dos salmos que sempre passamos ao largo de nossas leituras...Porém dessas indesejáveis leituras retiramos pepitas preciosíssimas para a nossa vida espiritual.

Aguardem, mais salmos vem por ai...

Com Amor,

Mário Celso

sábado, dezembro 05, 2009

Os Salmos Que Não Lemos (Série). Parte I


Os cento e cinquenta cânticos espirituais dos Salmos, tornaram-se devocionais de todas as épocas para muitos cristãos. Desde a composição do hinário no segundo templo até os dias de hoje, os Salmos tornou-se parte do viver cristão. Porém na realidade, isso não funciona muito bem assim.

Veja um exemplo. Se uma pesquisa de sua área-congregação fosse estabelecida entre os que "apreciam" o livro de Salmos, e perguntasse a cada um, qual dos salmos eram mais lidos, a resposta obviamente seria os mais citados em culto público( 23,24, 91,100,..), que diagnostica o limitado conhecimento desse profundo Livro. Pra ficar mais claro o que estou dizendo, é que para muitos quando se ouve falar em Salmos, lembra-se primariamente dos "capítulos de vitórias e sucesso" neles registrados. E aonde fica a oração do infortunado? Aonde fica a oração do desespero? E onde fica também a "memorização" de trechos imprecatórios?

Trarei aqui uma série de salmos que não gostamos de ler.

Nesse mínimo texto, hoje irei abordar apenas um salmo ( os outros salmos estarei comentando em outros textos) que não está no nosso "banco de dados" bíblicos, por sê-lo de natureza muita controversa ao pensamento triunfalista do momento gospel Brasil.

Um deles é o Salmo 88. Um salmo indigesto para a maioria dos cristãos. Eu desafio a você lê esse salmo de coração aberto e alma vazada, e veja se há nesse salmo alguma proclamação de vitória, senão um coração desapontado, aflito e depressivo que clama a Deus. Dos 18 versos que compôem esse salmo, 17 são de natureza de fatos de terror suplicante e desanimador ao salmista. Vejamos portanto alguns:

* Angústia depressiva na alma (vs. 3)
* Fraqueza humana e limitação (vs. 4)
* Esquecido pelo desespero da morte iminente (vs. 5)
* Avassalado pela torrente da dor e aflição mais profunda (vs. 7)
* Um ser-abominável pela intensa perda e dor, de modo que se tornara repugnante aos seus (vs.8)
* Sentimento de abandono e solidão (vs.14)
* Enfermidades, sentimento de "ardente indignação" divina em seu ser (vs.16)

Apesar de tantos males que rodeiam o salmista, a sua única esperança está em Deus, do qual diz "Ó Senhor, Deus da minha Salvação"(vs.1). Esse é um dos santos que dessa vida bem nenhum gozava, prosperidade, riqueza, fama, reconhecimentos, dele se afastaram...Ele, se vivesse dentro da nossa era triunfalista propineira seria um "derrotado", ou quiça um amaldiçoado...Porém para Deus um salvo. Perdera-se tudo aqui nessa terra, porém em Deus está a sua salvação e riqueza! Que bela adoração...Esse é na verdade um grande adorador.

Esse foi apenas o começo da série OS SALMOS QUE NÃO LEMOS...Aguardem mais salmos.

No amor do Senhor,

Mário Celso

A propósito...

Vamos Refletir?? E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segun...