domingo, novembro 08, 2009

Vaidade de Vaidades, Tudo é vazio!


"Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade". Ec 1.2


Se existe um livro mais incompreendido, mais afastado pelos cristãos, é o livro de Eclesiastes. Até o termo traz em si uma certa complexidade. Deriva-se de "eclesias", congregação, ajuntamento, portanto significa "alguém que fala a uma assembléia ou congregação".

O autor é o Sábio Salomão. O sábio que discerniu todos os caminhos, modos e vias da vida, e acabou sendo vítima dos muitos vácuos que nela contêm. Logo no começo desse livro ele descreve a vida como "vaidade". Aliás, essa palavra ficou tão malfadada e má interpretada na boca de muita gente, ao ponto de alguém afirmar que Salomão estava falando da "vaidade" das mulheres, no tocante ao uso ou desuso de roupas, acessórios e artefatos femininos. Engraçado, que são as mulheres as mais focadas nessa interpretação!

"Tudo é vaidade", essa afirmação pessimista e categórica de Salomão. A palavra "vaidade" é a temática de toda essa dissertação da vida do sábio. Ela aparece 37 vezes, todas se referindo das coisas que se acham "debaixo do sol".

Essa palavra no original hebraico é até mesmo de difícil interpretação. Dela vem a idéia de "vapor", "sopro", "bolha", enfim qualquer que seja coisa invisível e que logo desaparece! A vida para Salomão, não tinha sabor real, substância e essência dela, a vida portanto era a banalidade de um viver que ora desfruta dos bens, ora se escusa dela...

Salomão então faz divisões de valores vaidosos do viver. A primeira "canseira" da vida é a eterna mesmice de toda a conjectura existencial. "Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu". O ciclo normal da vida para Salomão tornara-se insuportável.

Vaidade nas possessões, na sabedoria e no trabalho. De tudo ele tinha, sabedoria não lhe faltava e nem a desgastante rotina de trabalho. A vida era toda a significação de vaidade...Futilidade, inanidade, insignificância...

Na realidade a vida será uma simples vida sem significados, quando se perde toda a Essência dela. O Senhor da Vida. O sábio então se apercebe disso, apesar de todos os cenário, teatros, circos e palcos que a vida lhe mostrou...Por trás das câmeras, no camarim de sua alma, ele descobre a sua real futilidade e preenche-a com Deus.

A conclusão dele é " De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem "

Daí vem o sentido do viver, a plenitude da existência e a graça do existir...

Com amor,

Mário Celso



1 comentários:

Pri de Luz disse...

ameeeei a postagem

vou pegar pra mim

enviar pra meus amigos por mail

refletir durante a semana

e pregar no culto de domingo
a noite,se o Senhor permitir

;)

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